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51º Encontro dos Oficiais de Registro de Imóveis reúne setor em Salvador e consolida união das entidades nacionais

Sob o tema “Cidadania, Mercado e Justiça”, encontro debateu dados públicos, inteligência artificial e os rumos da atividade registral no país.

Salvador sediou, entre 28 e 30 de outubro, o 51º Encontro dos Oficiais de Registro de Imóveis do Brasil. O encontro reuniu registradores, colaboradores de Cartórios, advogados e autoridades de todo o país para debater o impacto institucional, econômico e tecnológico da atividade registral.

Pela primeira vez, o evento foi organizado pelo Registro de Imóveis do Brasil, por meio de suas três entidades nacionais: o Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (IRIB), o Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR) e os Registradores de Imóveis do Brasil (RIB).

Com o tema “Cidadania, Mercado e Justiça”, o encontro reforçou a integração do setor e promoveu discussões sobre caminhos para preparar os profissionais e as instituições para os desafios futuros. Na abertura, o presidente do ONR, Juan Pablo Correa Gossweiler, ressaltou o amadurecimento das entidades e a capacidade de atuação conjunta para os próximos anos: “Nós temos nos organizado e hoje acredito que demonstramos que estamos maduros institucionalmente. Assim sendo, que os desafios venham, porque estamos prontos para enfrentá-los”.

A mesa de abertura contou ainda com o presidente do RIB, Ari Álvares Pires Neto, e o presidente do IRIB, José Paulo Baltazar Júnior. A escolha da Bahia como sede conectou a atividade registral à trajetória e ao desenvolvimento do estado. “Falar de registro imobiliário na Bahia é falar de história e, ao mesmo tempo, de futuro”, afirmou Ari.

O presidente do IRIB, José Paulo Baltazar Júnior, também enfatizou a integração: “Aqui estão as três entidades do Registro de Imóveis trabalhando unidas, de forma organizada, no corpo dos registradores de imóveis do Brasil”.

Registro, cidadania e desenvolvimento

A palestra magna foi conduzida pela ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge, que relacionou o Registro de Imóveis à organização econômica, social e ambiental do país. Ao destacar a importância de o direito reconhecer a moradia, ela afirmou que “a democracia passa pelo registro, porque não há cidadania plena para quem mora, há gerações, numa casa que o direito não enxerga”. Dodge também abordou o uso da inteligência artificial na análise de informações territoriais e defendeu a tecnologia a serviço da população: “A base de dados não pode ser privada. Tem de ser pública, auditável e transparente”.

A programação da noite inaugural incluiu a entrega do Prêmio Registro que Transforma. Promovida pelo Registro de Imóveis do Brasil e realizada sob coordenação do RIB, a premiação reconhece e incentiva boas práticas desenvolvidas por cartórios e associações estaduais.

Planejamento unificado para o setor

Entre os destaques da programação esteve a apresentação do planejamento estratégico conjunto das três entidades nacionais, com foco em iniciativas para aprimorar a experiência de quem utiliza os serviços registrais em todo o país.

A apresentação abordou estrutura de governança, produção de indicadores para o mercado imobiliário e novas diretrizes de comunicação institucional. A partir dessa articulação, o Registro de Imóveis do Brasil consolida uma representação integrada do setor, com o objetivo de evidenciar a contribuição prática da atividade registral: garantir o direito de propriedade, destravar o crédito imobiliário, dar fluidez à circulação de riquezas e apoiar o desenvolvimento econômico nacional.

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